sábado, 7 de julho de 2012

Ipuã, um bom lugar para se viver


                  Eu já fui funcionário do comércio ipuanense, para ser mais exato, entre os anos de 2001 e 2004. Na época, enquanto esbanjava energia com meus 15 anos de idade, atravessava Ipuã de ponta a ponta fazendo entrega de despesas em minha bicicleta azul. Caixas e mais caixas balançando sobre o cargueiro da bicicleta eram minha rotina, conhecia o nome de todas as ruas ipuanenses, assim como a numeração das casas. Foi uma época agitada, pois, a vida de quem trabalha em supermercado não é fácil. Não há finais de semana, domingos ou feriados, e o trabalho não falta de segunda à segunda. O movimento  é intenso o dia todo.
                Hoje, praticamente 10 anos depois, um fato me chama a atenção: o quanto Ipuã cresceu de lá para cá. Me lembro que alguns endereços me desanimavam por suas distâncias, como por exemplo, a Rua Bráz Ferrari, na época, a última rua do conjunto habitacional (hoje, não mais); lembro-me também, que a Av. Alberto Conrado, terminava em frente à antiga "Escola Profissionalizante", já hoje, o Jardim Helena tomou conta daquela região; o Jardim Paraíso (atrás da lagoa) nem existia, havendo ali pouquíssimas casas e algumas chácaras (como eu atolei naquele barro), e hoje, trata-se de um bairro nobre de nossa cidade, isso claro, sem contar com os loteamentos que estão vindo por aí.
                O crescimento de Ipuã foi algo espantoso, tenho certeza que nem os mais otimistas poderiam imaginar tamanho crescimento em tão pouco tempo. Algo que nos orgulha, e que merece congratulação de todos.
                Porém, algo vem deixando a desejar.
                Se compararmos hoje com aquela minha época de entregador, veremos que nem tudo mudou tanto assim. Tínhamos praticamente três empresas de grande porte em nossa cidade, os dois frigoríficos e a multinacional. Hoje, adivinhem o que temos? Praticamente a mesma coisa. E o que é pior, recentemente, um dos frigoríficos fechou as portas, abrindo um grande quadro de desemprego.
                Apesar de todo crescimento de nossa querida cidade, continuamos com as mesmas fontes de renda,  pois, além dessas empresas citadas, temos as usinas que cercam Ipuã, o comércio local e a Prefeitura Municipal como maiores empregadores. Esta última por exemplo, com um quadro de funcionários invejável, (concordo que isso é bom, pois gera uma quantidade enorme de empregos), porém, acho que a folha de pagamentos deve ser algo assustador. Imagino o quão poderia utilizar esse dinheiro em investimentos, caso diminuíssemos o sobrecarregamento de funcionários na prefeitura através de outras fontes de emprego. Não apareceram, desde aquela época, novos empregadores e investimentos. Estou ciente das novas lojas que vieram pra cá, assim como desenvolvimento de alguns pontos comerciais, mas sabemos que precisamos de mais. Como estou ligado diretamente aos adolescentes, quando sou questionado sobre cursos que eles estão buscando, muitas vezes sou obrigado a aconselhá-los a buscar novos horizontes, pois em Ipuã, alguns trabalhos são praticamente inviáveis.
                Em mais uma de minhas visitas à Sessão da Câmara Municipal, presenciei o assunto sobre expandir o distrito industrial de Ipuã, o que consequentemente traria mais pequenas empresas, aumentando o número de empregos por aqui, o que já é um ótimo negócio, mas claro, não a solução de todos nossos problemas.
                Sou filho dessa terra e acredito na sua capacidade de crescer ainda mais e se desenvolver. Aguardo ansiosamente o dia em que verei o nome de Ipuã sendo destaque pela iniciativa de seus administradores em tornar nossa cidade um ótimo lugar para se viver, muito mais do que ela já é.

Um comentário:

  1. Amei,,,,,,,,,, tanto a descriçao de Ipua, quanto seus comentarios sobre os desemprego e a vinda de novas empresas por aqui,,,bjoa professor

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