sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Em tempos de festa


Estando nessa época, não tem como não falar nela. A tão comentada antes e depois, boa ou ruim, a movimentada EXPUÃ. Gostaria de compartilhar com vocês aqui o assunto sobre esse evento que faz as redes sociais "bombarem" o ano todo.
Vai ano, vem ano, a EXPUÃ é sempre um tema polêmico. Por sua qualidade, ou falta dela, ela não sai da boca do povo desde sua especulação até o momento em que ela acontece, sendo alvo de críticas e elogios o tempo todo, afinal, é o maior e mais esperado evento da nossa cidade. É impossível não falar dela, sendo esse, os dias mais esperados por muitos o ano todo. Mas vamos tentar abordar o tema por um ângulo diferente.
Não sou um mestre em organização de festas, mas é fácil de deduzir muitas coisas que envolvem a festa todo ano. Sabemos que no caso de nossa cidade, diferente de muitas outras, a EXPUÃ é organizada pela Prefeitura Municipal juntamente com o Fundo Municipal de Solidariedade do Município, contando também, claro, com a colaboração dos patrocinadores. Mas o foco dessa postagem não se refere à qualidade da festa, independente desse ou dos outros anos, mas do custo da festa em si para os cofres públicos.
Vocês imaginam quanto fica para o bolsos dos organizadores a realização de tal evento? Eu não faço ideia, mas acredito que o valor deve ser algo no mínimo assustador. Eu gostaria de saber qual foi o valor gasto nos últimos 10 anos somente com cantores, sem contar todo o resto da festa, pra saber o quanto foi investido nessa área. Não podemos esquecer que a EXPUÃ traz consigo, o peso da tradicional Feira da Bondade, onde as entidades trabalham nas barracas de comidas e bebidas para arrecadarem fundos, movimentando os envolvidos em todas as noites de festa. Ao meu pouco saber, acredito que a única forma de arrecadação pública da festa então fica por conta da portaria, estando todo o resto (estacionamento, bebidas e comidas) destinado às entidades participantes.
Então, juntando tudo isso em uma salada, vem a questão: A EXPUÃ, da maneira como é realizada, é um evento que vale a pena para a cidade? Longe de mim criar um texto criticando a realização da festa, porém, é válido para Prefeitura Municipal ocupar-se todo ano da realização de um acontecimento que tende apenas a dar prejuízos (e de grande escala, imagino eu) para manter a tradição?
Como já escrevi outras vezes aqui, o povo ipuanense é apaixonado por festas, e eu, me enquadro nesse meio. Acredito totalmente que acabar com a EXPUÃ seria suicídio para qualquer prefeito, assim como aconteceu na cidade de Guará, onde o prefeito vendo o prejuízo da festa resolveu por conta encerrar provisoriamente a sua organização, há aproximadamente 3 anos atrás (se eu estiver enganado, por favor me corrijam).
Qual seria então a solução para tal situação? Mais uma vez, é um questão complicada de se abordar, e pela complexidade do assunto, os prefeitos vão mantendo sempre o mesmo estilo e investimento na organização.
Por ser totalmente leigo no assunto, como já disse antes, vou dar mais uma opinião minha sobre o tema. Não seria uma vantagem para a cidade uma terceirização do evento? Inserir a EXPUÃ na lista dos diversos circuitos de festa de peão que existem? Essa atitude traria um ponto positivo para cidade: a não utilização de dinheiro excessivo dos cofres públicos, podendo usar tal dinheiro para investimentos futuros necessários, porém, os preços dessas festas de circuitos, por assim dizer, costumam ter um preço salgado, o que dessa vez desagradaria a gregos e troianos. Para muitos, os preços para entrar todos os anos elevados, mas para os arrecadadores, não passam nem perto do necessário, devido o alto custo da festa. Então mais uma vez, eu penso, terceirizar ou não?
Pode ser que partindo para essa linha, a festa passaria a ser menos acessível, mas onde está a vantagem de se pagar mais por uma festa de peão, sendo essa terceirizada? Simples, uma festa realizada por terceiros não utiliza de dinheiro que poderiam ser investidos em saúde, infraestrutura, cultura, esporte, educação, etc., mas claro, caberia ao prefeito mostrar isso.
A quantidade de comentários sobre a realização da festa chega a ser estranha (redes sociais, escolas, esquinas e churrascos de fim de tarde) quando ouvimos  coisas do tipo "você ouviu dizer que a prefeitura não vai ter dinheiro para pagar os funcionários por causa da festa?" ou então "por causa do dinheiro da festa, a prefeitura não está convocando pessoas nem mesmo para substituir qualquer tipo de falta", até mesmo "minha vizinha disse ontem que a filha não teve aula porque a prefeitura não está pagando professores eventuais, por causa da festa".
Que tal a possibilidade de desvincular a "Feira da Bondade" da EXPUÃ? Realizar um evento separado, utilizando a histórica "Praça da Rodiviária" com todas as entidades interessadas em participar, com liberdade de ir e vir a hora que bem entender para a população, sem portões fechados. Poucos dias, shows com cantores regionais, como sempre aconteceu em nossa cidade? Seria uma possibilidade, viável ou não, cabe a vocês decidir.
É realmente impossível de se agradar. Os comentários vão sempre aparecer, seja para uma festa boa ou para uma festa ruim, para uma festa de portões abertos ou então seja para pagar 50 reais a noite, o vem e vai das críticas e elogios nunca vai acabar. Qual a melhor solução para o caso, talvez nunca cheguemos a uma conclusão, logo, enquanto não decidimos, ou não decidam por nós, lhes desejo uma boa festa.  

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Futebol Americano na tarde de domingo


Sejamos realistas, as tardes de domingo normalmente não possuem muitos atrativos. A frustração de muitos, embora o domingo seja realmente um dia de descanso tão esperado a semana toda, é não ter nada para se distrair ou então um lugar para ir. Domingo vai, domingo vem, o que se vê por aí são as famílias sentadas nas portas de suas casas, praças vazias e ruas sem aquele movimento rotineiro.
Pois bem, esse último domingo foi um dia diferente. Conforme avisado com antecedência, Ipuã recebeu pela primeira vez um time de Futebol Americano para apresentar o esporte à cidade. O RP Aligators Team veio apresentar um jogo treino, demonstrando as regras, táticas e tudo mais que envolve o jogo. O grande motivo dessa vinda do Futebol Americano para cá, é o fato de termos três ipuanenses fazendo parte do time, os jovens Tarcísio, Carlos Eduardo e Maionny.
Esse jogo realizado aqui foi idealizado pelo ipuanense Tarcísio, que providenciou tudo que fosse possível para o acontecimento, tornando realmente essa tarde, uma novidade. É também necessário, não deixar de agradecer o grande apoio dado pelo Santana F.C., através de seu Presidente Vanderci Mioto, por ter oferecido toda estrutura possível para o acontecimento, inclusive o local para o almoço dos atletas e tudo que era necessário no campo. É um fato que devemos exaltar e agradecer.

Falando no jogo...

Pode-se dizer que foi muito divertido. Não só pelo jogo em si, mas de tudo que aconteceu. Para os entendores das regras, dava para ver o pessoal torcendo por um passe bem feito, um touchdown ou então uma grande interceptação. Já para a grande maioria que não conhecia as regras, o grande barato era ver todos torcendo quando um corredor corria para o tão desejado touchdown, ou então ouvir comentários como:

“Caramba, por que todo mundo corre atrás só desse jogador?”
“Por que tem tantas faixas no campo?”
“Cara, onde está o gol”
“Cadê o goleiro deles?”

Para aqueles que chegaram cedo, puderam ouvir durante os dois primeiros quartos, um narrador interagindo com a torcida, explicando tudo que estava acontecendo. Palavras como touchdown, Quarterback, Kickoff, First down, apareciam a todo momento, amenizando, pelo menos um pouco, a dúvida de aqueles que estavam vendo pela primeira vez uma partida.
Não foi um jogo oficial, mas sim, um jogo treino de um único time, apresentando “ataque contra defesa”, mas posso dizer que foi uma tarde diferenciada.
Existem vários motivos para tal realização, dentre elas, a mobilização de mais ipuaneses para a prática do Futebol Americano, ou então, mobilizar as autoridades responsáveis por talvez pensarem na possibilidade de trazer qualquer tipo de escolinha ou incentivo para prática desse esporte em Ipuã.
Conversando com um dos jogadores, descobri que o RP Aligators logo estará participando de torneios, e pensam em tornar Ipuã uma de suas casas, trazendo alguns jogos para cá. Ponto para nós.
Para todos que estiveram presentes, em nome dos jogadores do RP Aligators Team, eu agradeço e parabenizo por prestigiarem, pois acredito que, assim como eu, vocês também torcem para um desenvolvimento e novas iniciativas em qualquer área que seja em nossa cidade, e se o primeiro passo for a vinda do Futebol Americano, então vimos que ele foi dado.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Ipuã e o Futebol Americano


Quando meu amigo Tarcísio me disse, há tempos atrás, que estava indo para Ribeirão Preto para jogar Futebol Americano, achei inicialmente que seria algo difícil de se manter, devido à distância. Pois bem, a ideia se manteve.
O que começou como um sonho dele, hoje, pode ser considerado realidade. Tarcísio, assim como mais dois amigos, viajam toda semana para lá para praticar esse esporte, que é uma febre nos Estados Unidos.
Dias atrás, ele me disse que estava com a ideia de tentar trazer o treino que eles fazem em Ribeirão Preto para Ipuã, para demonstrar para a população esse esporte, acredito eu, desconhecido por muitos. Achei a ideia sensacional, e agora, ela vai ser concretizada.
Neste domingo, o time de Futebol Americano "RP Aligators Football Team", time que participou recentemente do EPTV Esporte,  vai utilizar o campo do Santana F.C. para realizar o treino, mostrando à população ipuanense toda a magia que envolve esse esporte tão comentado no mundo. A apresentação conta com um jogo e também algo que não estamos acostumados, um narrador que interage ao vivo durante o jogo, assim como no Futebol Americano praticado nos E.U.A.
Essa apresentação poderia servir de incentivo, para que, assim como esses três rapazes ipuanenses, mais pessoas passem a se interessar pela prática do Futebol Americano, ou quem sabe, conseguirmos trazer para Ipuã uma escolinha desse esporte. Já que somos vizinhos de Franca, capital do Basquete, Orlândia, capital do futsal, bom seria sermos conhecidos como Ipuã, capital do Futebol Americano.
A tarde será realmente diferente, pois é raro uma iniciativa como essa, logo, eu parabenizo o jovem ipuanense Tarcísio pela iniciativa, e acredito que será um sucesso, e eu obviamente, estarei lá!


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Judô, basquete e um pouco mais


Há aproximadamente duas semanas atrás, fui convidado por um amigo para assistir ao Festival de Judô que ocorreria no sábado, dia 04 de agosto no ginásio de esportes Eugênio Sacardo Filho. Estranhei o convite, pois não havia ouvido nada desde então sobre o tal festival, mas de qualquer maneira, por saber que ele faz parte do projeto em Ipuã, aceitei de prontidão acompanhá-lo.          
Realmente, o evento me surpreendeu. Não fazia idéia da quantidade de crianças que participavam do projeto. Foi incrível ver a enorme fila de aproximadamente 200 crianças ipuanenses entrando no ginásio.
Ao me interar do projeto com o próprio Branco Zanol, fiquei surpreso com a quantidade de cidades em que o projeto está atuando e orgulhoso por ter Ipuã como mais uma das cidades que aderiram à idéia.
Trata-se de um projeto educacional. O Judô é apresentado às crianças em duas escolas da cidade (Vereador Alberto Conrado e Osvaldo Francelin). Eles seguem o método do sensei Branco através de uma apostila e recebem da prefeitura o judogui (roupa para prática de Judô). A execução do projeto acontece através do Sensei Paulo, da cidade de São Joaquim da Barra, auxiliado pelo ipuanense Tarcísio.
Ao meu ver, foi uma das maiores conquistas da nossa cidade nos últimos anos, uma vez que, nada melhor que as próprias Olimpíadas para mostrar que o Judô é um grande ganhador brasileiro de medalhas. Quero parabenizar aos idealizadores desse projeto pela iniciativa de trazer para nossa cidade, um projeto tão nobre como o Projeto de Judô Branco Zanol.

Falando em Olimpíadas...


Aproveitando o tema, algo deixou a desejar.
Durante o mesmo evento, conversando com algumas pessoas (professores de educação física por exemplo), fui informado que não há mais incentivo ao atletismo nem ao basquete em Ipuã. Algo que me deixou decepcionado.
Durante aproximadamente dez anos, fiz parte de um seleto grupo de pessoas que se reuniam algumas vezes por semana para algumas partidas de basquete. Como eram poucos os lugares onde conseguíamos condições para jogar, depois de um tempo conseguimos a autorização de uma escola para podermos usar a quadra, ficando a chave sob nossa responsabilidade. Havia ali aqueles que participavam apenas pela diversão, como também aqueles que queriam algo mais, tendo a esperança de formar um time de basquete ipuanense, representando a cidade nos regionais.
As tentativas foram em vão, pois não conseguíamos apoio. Não havia alguém ou alguma instituição que nos apoiava, não conseguíamos sequer bola ou então uniforme, utilizando aqueles momentos apenas como diversão.
Foram bons momentos, e até hoje, quando encontramos um ou outro daquela época, sempre comentamos sobre talvez marcar um jogo daqui ou dali, mas que nunca acontece pois cada um seguiu um caminho diferente não tendo condições de marcarmos um horário em que todos estejam disponíveis.
No ano de 2008 (quando comecei a lecionar) vi o convite em uma escola da cidade para todos que tivessem interesse em treinar basquete, pois a prefeitura estava oferecendo a oportunidade. Aquilo me deixou muito feliz, pois era algo que eu sonhava na época em que eu praticava, e via que aquela hora as coisas pareciam estar mudando. Cheguei a participar pessoalmente de alguns treinos, assim como os Jogos Regionais daquele ano, porém, minha falta de tempo me afastou de vez do basquete.
Ao ouvir da professora que não havia mais o atletismo nem mesmo o basquete, senti que o Judô era a única esperança que tínhamos na cidade, (em termos de incentivo aos esportes, claro) e que Ipuã tem muito a oferecer, basta começar.
As Olimpíadas de Londres vieram pra mostrar que o Brasil, nas dimensões que possui, está devendo muito ainda, e que, se não começarmos a incentivar, a procurar novos talentos, a mostrar que o esporte pode ser um ótimo caminho, talvez ficaremos sempre nessa mesma de "que pena, poderíamos ganhar mais medalhas".

Obs.: Para quem não teve a oportunidade de assistir ao Festival de Judô, pode acompanhar as fotos feitas durante o evento clicando no link abaixo:


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Eventos que faltam


Durante um bom tempo no facebook a propaganda do "5º Evangeliza Barra" apareceu em minhas atualizações. Esse evento, como o próprio nome diz, é um evento já tradicional em São Joaquim da Barra, e chama a atenção pela quantidade de pessoas que o frequenta.
Mas, o que mais me chamou a atenção desta vez, foi que a grande atração do evento, seria a apresentação da banda Rosa de Saron.  Particularmente, eu adoro a banda, e aproveitando que na noite do evento eu estaria dando aula em São Joaquim da Barra, achei mais do que justo terminar minha aula e ir curtir um bom show.
O evento me surpreendeu, não só pela quantidade de pessoas presentes, como na organização. Não presenciei nenhum tumulto, briga ou discussão e, claro, o show foi de melhor qualidade. Outra grande qualidade que pude ver, foi o bom horário que aconteceu, sendo que o show começou pouco após as 9 horas da noite e terminando por volta das 11. Pude estar em casa antes da meia noite.
Gostaria apenas de usar o exemplo do "Evangeliza Barra" para fazer um pedido e uma observação: Eventos culturais estão em falta em nossa Ipuã.
Acredito que o último evento realizado aqui tenha sido a apresentação teatral da "Paixão de Cristo" e que, aproveito a oportunidade aqui, para parabenizar os organizadores daquele evento. Ele mostrou que acontecimentos como aquele são raros em Ipuã, e que a população ipuanense está carente de ações como essa, pois o recinto de festas lotou de uma maneira incrível aquela noite. Nem mesmo a chuva, que ameaçou cair durante um tempo, fez com que as pessoas saíssem de seus lugares.
Então, assim como aquela apresentação, acredito que qualquer outro tipo de evento cultural será bem vindo e bem visto, já que não há muito o que se ver e se admirar nesse campo.