quinta-feira, 30 de maio de 2013

Energia Elétrica

Quando, durante alguma aula, algum aluno me questiona sobre grandes invenções ou grandes revoluções no ramo científico, tenho sempre uma resposta pronta: Na minha humilde opinião, a Energia Elétrica é um dos maiores passos que o ser humano possa ter dado.
O grande problema é que nos tornamos escravos dessa grande invenção.
Quantas pessoas nunca sofreram ao passar algumas horas sem energia? Quantas pessoas não estavam em suas casas a noite, quando de repente, viram as luzes se apagarem pela falta de energia, e se viram obrigadas a se agrupar ao redor de uma vela acesa, ou então, simplesmente decidiram ir para a cama mais cedo?
Esse é o grande problema da energia elétrica, ela nos escravizou. Todo nosso mundo moderno é construído em função dela, dependendo dela.
Apesar daquelas histórias que minha mãe me conta sobre o quanto sua infância foi maravilhosa, quando não se havia esse tipo de vida, quando tomavam banho na água aquecida pelo fogão de lenha, das noites ao redor do lampião, nós nos adaptamos e nos acomodamos com essa maravilha da “vida moderna”.

E para que tamanho texto sobre Energia Elétrica?

Simplesmente pelo fato de que sua falta vem sendo constante. Vez ou outra, nos deparamos com a falta de energia em nossas casas, por minutos ou horas, ela vai e vem causando transtornos e também prejuízos, para aqueles que dependem dela não só por comodidade como também para trabalhar, seja nos comércios, empresas ou então em suas próprias casas quando necessitam dos computadores ligados à internet para a elaboração de provas e aulas online (sim, estou me sentindo muito prejudicado).
Não tenho a menor noção do motivo, ou causa de tamanha constante na falta de energia, mas seria maravilhoso que isso terminasse.

Obrigado.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

O que tínhamos e o que temos


Após ler este texto, peço-lhe que saia de sua casa.
Caminhe até a calçada, se possível até o meio da rua, e olhe atentamente para frente. Dê um giro de 180º e olhe para sua casa. Olhe para a direita, analise bem o que está vendo nesse momento. Dê outra olhada, agora para a esquerda, e também faça uma análise minuciosa de toda paisagem que agora paira diante de seus olhos.
Por que tal análise? Você está diante de sua cidade, neste ano de 2013. Óbvia afirmação? Claro que sim, porém, agora vem a questão: Você gosta do que está vê? Está satisfeito com o que vê e o que observa?
Acabo de almoçar. Ao lado de minha família discutimos momentos passados vividos. Onde íamos, o que fazíamos e quando fazíamos. Quais eram os lugares que frequentávamos quando pequenos, o que há agora naquele mesmo lugar e se foi uma boa mudança ou não.
Nossa cidade mudou.
Nada mais comum, as cidades mudam, o tempo e a evolução proporcionam isso. Compararmos a qualidade de vida e a comodidade de hoje com a de 20, 30, 40 ou 50 anos atrás é algo surpreendentemente diferente. Mas o que mais quero pesar agora é: O que tínhamos em Ipuã há anos atrás, baseando-se naquela época, e o que temos hoje em tal momento, podemos dizer que melhoramos?
Muito não me lembro obviamente e, é claro, muitas coisas deixaram de existir aqui mesmo antes de meu nascimento (1985), mas posso citar coisas que tínhamos e não temos mais.
Ipuã já foi palco de uma Fábrica de Óleo, hoje deixada às sucatas, em uma área super valorizada, onde muito podia se fazer, mas por motivos desconhecidos por mim, nada acontece.
Ipuã já foi palco de uma Nestlé, famosíssima empresa. Dessa me lembro bem, pois não foram poucas as vezes em que fui lá com meu pai para entregar leite. Hoje, acredito que não temos a chance de ver uma mesma Nestlé por aqui.
Ipuã já foi palco de uma Fábrica de Farinha, de uma tradicional família. Dessa também me lembro, pois no ano de 1996, aluno da 4ª Série (atual 5º Ano) da professora Dita, tive de fazer um trabalho sobre a fábrica, fazendo entrevistas, tirando fotos e expondo na escola as farinhas fabricadas ali.
Ipuã já foi palco de dois frigoríficos ativos, responsáveis por empregar boa parte da população (muitos de meus familiares inclusive), porém hoje já vimos muitas empresas passarem por um de seus espaços, mas infelizmente o mesmo mantém as portas fechadas.
Ipuã já foi palco de um forte time de futebol (esse eu sinceramente não me lembro), mas ouço muito falar dos jogos que o Santana já realizou e jogadores famosos que já passaram por aquele campo, não vestindo a camisa Santanense, claro, mas que vieram realizar partidas memoráveis para a história da nossa cidade.
Ipuã já foi palco de um Cinema, na esquina da Av. Carlos Fernandes com a Rua José Bonifácio, onde hoje, o mesmo prédio é utilizado para vários pontos de comércio. Minha mãe conta várias histórias de quando ela assistia filmes em tal cinema, inclusive o filme Exorcista que estreou nessa época. Cinema em nossa cidade nos dias atuais? Acho pouco provável.
Não muito longe no tempo, lembro-me de ir todos os dias ao Centro de Lazer do Trabalhador, onde pouco se conseguia espaço para jogar futebol ou basquete naquelas quadras devido à enorme quantidade de pessoas que ali frequentava, e hoje, está esquecido aparentemente já há um bom tempo.
Com toda certeza, Ipuã é um lugar maravilhoso de se viver, a qualidade de vida em nossa cidade é algo a se destacar. Mas comparemos nossos dias atuais com aqueles que citei e tantos outros que não me recordou ou não conheço.
Evoluímos?