quarta-feira, 27 de junho de 2012

Jogue lixo no lixo – Uma simples reivindicação.


A reforma da Praça D. Pedro II foi algo muito comentado. Por ter passado por uma mudança drástica, a diversidade das opiniões era inevitável. Para muitos, a Praça ficou maravilhosa, sem muitos canteiros, gramados expostos, a fonte iluminada, os quiosques com banheiros femininos e masculinos. Já para muitos outros, foi como abrir uma ferida no peito retirarem todas as árvores e canteiros que ali estavam durante tanto tempo, que já faziam parte da história de Ipuã.
Como gosto não se discute, não vou criticar um lado ou outro, mas pessoalmente, acho que a praça perdeu um pouco de sua identidade ao se retirar todo aquele verde que ela possuía. Já ouvi pessoas de várias cidades dizerem que tínhamos uma das praças mais bonitas da região, mas, como eu disse, o gosto de cada um é algo que deve ser respeitado.
O motivo de tal postagem não se refere à nova aparência de um de nossos cartões postais, mas sim, a falta de algo muito simples que ajuda a manter a limpeza do local: lixeiras.
Há dois domingos atrás, eu passeava por lá com minha namorada, tomando o tradicional “sorvete da tarde de domingo”, quando me toquei de que não existem lixeiras naquela praça. Olhei para um lado e para o outro, e não vi nenhuma lixeira sequer instalada ali. Terminado o sorvete, precisamos ficar com os copos em mãos até a lixeira mais próxima, pois não havia lugar para depositá-lo. Ao deixar a praça, notei a enorme quantidade de garrafas pet e outros tipos de lixo jogados deixando a visão da praça um tanto quanto prejudicada.
Sei que as lixeiras não mudariam totalmente o hábito das pessoas, que muitas vezes, preferem deixar o lixo no chão do que caminhar 5 metros para jogar o lixo em seu devido lugar, mas acredito que estando elas ali, a limpeza da praça mudaria significativamente.

sábado, 23 de junho de 2012

Uma boa tradição que se mantém

                     O povo ipuanense é conhecido pelo seu gosto por festas. Quando estou dando aula em outras cidades e digo que sou de Ipuã, comentários do tipo "que pessoal festeiro esse seu" ou então, "quando vai ser a próxima festa em Ipuã" já fazem parte da minha rotina.
                  A população faz jus à sua fama, pois basta entrarmos em época de bailes, festas do peão, dentre outras comemorações, o clima na cidade parece mesmo mudar. Os assuntos nessas épocas dificilmente são outros além de tais festas. Mas, gostar de festas e comemorações, não acredito que seja um defeito, mas sim, uma virtude.
                    Mas, uma em especial me chama a atenção, não só pelo fato de ser ipuanense (sim, eu adoro festas), mas pela tradição que ela tem com nossa gente: a Quermesse de Nossa Senhora Santana.  Desde que me entendo por gente, junho e julho são meses de ir na quermesse.  É chegada a época de ganhar um frango assado no bingo e comer ali mesmo na mesa em turma, ou então aproveitar aquele cuscuz quente e aquela batata frita. Me lembro ainda quando a quermesse tinha a pescaria, eu não podia sair ali do recinto sem ter pescado um brinquedo qualquer.
                     E o que é maravilhoso, é ver a casa sempre cheia. O ambiente ali é diferenciado, algo que não encontramos em outro evento. Até me espantei, dias atrás, quando um aluno meu da cidade de Orlândia veio me perguntar se a quermesse aqui já havia começado, pois ele não perdia um ano sequer.
                 Peço a  você, que se não tem o costume de ir à quermesse, experimente um dia participar. Sente-se, acomode-se e veja o quão bom pode ser uma festa tradicional de nossa querida Santana dos Olhos D'Água.  Ah sim, não se esqueça, se o Nicola fizer alguma "pegadinha" corra pra responder, você pode ganhar um "vale-bebida" para terminar bem a noite.



quarta-feira, 20 de junho de 2012

Bem vindo a Ipuã


É como dizem: “A primeira impressão é a que fica.” Seja dito para pessoas ou lugares, dizem que é sempre bom causar uma boa primeira impressão. E acho que isso deve servir sempre para uma cidade.
Para o caso da nossa cidade em especial, isso deve ser levado em consideração. Não digo quanto à nossa expressão em destaque na entrada da cidade “Bem vindo a Ipuã”, mas sim o ponto inicial de todos que chegam, principalmente de ônibus: A querida Praça Sant'Ana dos Olhos D'Água, a popular “Praça da Rodoviária”. Vejo que estamos em época de praças reformadas, tendo em vista a reforma mais que merecida da nossa praça D. Pedro II, da igreja matriz e também a construção da Praça Deolinda Francelin Coimbra, em frente à Câmara Municipal. Todas elas, recebendo pisos especiais, bancos e o principal destaque de ambas, a fonte iluminada.
Concordo com a beleza que as fontes trazem à essas praças e o quanto é agradável passar por elas durante noite às vendo trabalhar, mas acredito que nossa querida praça da rodoviária merece um cuidado especial.
Não só pelo fato de ser o primeiro ponto a ser visto pelos visitantes e viajantes, mas como também pela tradição daquele lugar. Sou da época em que a Feira da Bondade era realizada lá, assim como o carnaval. Vi shows como Rio Negro e Solimões, Leandro e Leonardo, João Paulo e Daniel, dentre outros cantores de sucesso da época, e que, após a transição das festas para o recinto, aquela praça fora abandonada aos poucos. Já vi pessoas reclamando das condições atuais dos canteiros, bancos, pisos e iluminação, e acredito que da mesma maneira que foram reformadas as outras praças, essa também merece uma atenção especial.
Acredito que a população não espera a construção de fontes, mas apenas a atenção ao nosso “cartão de boas vindas”, que sem dúvida nenhuma, merece um espaço na história desta cidade.

             

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Cultura que merecemos


Estive presente na última sessão da Câmara Municipal, e ouvi algo que me deixou um tanto quanto empolgado: o Vereador Alessandro solicitou ao Prefeito a realização de uma Feira do Livro em Ipuã.
Sei muito bem que, para a realização de tal evento, o processo é muito mais lento e doloroso do que imaginamos, mas não deixa de ser uma grande ideia para nossa cidade.
Digo isso, pois venho visitando constantemente a Feira do Livro realizada em nossa vizinha São Joaquim da Barra, e acompanhando o crescimento que aquele evento vem alcançando. Através de tal feira, pude assistir (por dois anos seguintes) o show dos físicos do “Ciência em Show”, algo que, acredito eu, não conseguiria ver em qualquer outro tipo de evento em nossa região, da mesma maneira que pude assistir palestras como a do músico Gabriel o Pensador, ou então o show gratuito do cantor Almir Sater.
Além do mais, a quantidade de palestras apresentadas naquele evento e, também, o assunto tratado em tais palestras, se diferem dos eventos que a população está acostumada a participar. Personalidades como Ignácio Loyola de Brandão, Amyr Klink, Augusto Cury dentre outros escritores, tornaram o evento rico em cultura e informação. Além do mais, shows com grupos de chorinho, coral, apresentações teatrais, contação de histórias, mostram a boa conduta de seus organizadores.
É uma pena, nos dias de hoje, vermos o abandono do livro, substituído pela vida que a internet oferece. Me lembro bem quando as professoras passavam aquelas enormes pesquisas, e, já de prontidão, combinávamos com a turma de nos encontrarmos na biblioteca municipal para realizá-la. Vez ou outra, muitos de nós saíam de lá com um livro na mão, que inicialmente não estava nos planos.
Ou seja, nada melhor que uma feira do livro, para incentivar a leitura, já que essa mesma vem sendo esquecida aos poucos. 
Sei que, mesmo que um dia cheguemos à presenciar a realização de tal feira em Ipuã, sua programação possa não ser cheia de grandes nomes ou apresentações, mas acredito que esse seja um grande passo para um investimento real e significante para a cultura de nossa cidade, que convenhamos, está mais que na hora.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Bem Vindos

Bem vindos ao meu mais novo blog.

Este é um espaço livre para podermos falar, argumentar, expor idéias e discutir tudo que for possível sobre a nossa querida Ipuã, pois, assim como todo bom ipuanense, tenho esperança de ver essa cidade crescer e se desenvolver, proporcionando uma qualidade de vida que todos merecem.
Espero que este pequeno espaço nos traga bons frutos, pois não há nada como ter orgulho do lugar onde vivemos. 

Desde já um grande abraço.