O povo ipuanense é conhecido pelo
seu gosto por festas. Quando estou dando aula em outras cidades e digo que sou
de Ipuã, comentários do tipo "que pessoal festeiro esse seu" ou
então, "quando vai ser a próxima festa em Ipuã" já fazem parte da
minha rotina.
A população faz jus à sua fama,
pois basta entrarmos em época de bailes, festas do peão, dentre outras
comemorações, o clima na cidade parece mesmo mudar. Os assuntos nessas épocas
dificilmente são outros além de tais festas. Mas, gostar de festas e
comemorações, não acredito que seja um defeito, mas sim, uma virtude.
Mas,
uma em especial me chama a atenção, não só pelo fato de ser ipuanense (sim, eu
adoro festas), mas pela tradição que ela tem com nossa gente: a Quermesse de
Nossa Senhora Santana. Desde que me
entendo por gente, junho e julho são meses de ir na quermesse. É chegada a época de ganhar um frango assado
no bingo e comer ali mesmo na mesa em turma, ou então aproveitar aquele cuscuz
quente e aquela batata frita. Me lembro ainda quando a quermesse tinha a
pescaria, eu não podia sair ali do recinto sem ter pescado um brinquedo
qualquer.
E o que é maravilhoso, é ver a
casa sempre cheia. O ambiente ali é diferenciado, algo que não encontramos em
outro evento. Até me espantei, dias atrás, quando um aluno meu da cidade de
Orlândia veio me perguntar se a quermesse aqui já havia começado, pois ele não
perdia um ano sequer.
Peço a você, que se não tem o costume de ir à
quermesse, experimente um dia participar. Sente-se, acomode-se e veja o quão
bom pode ser uma festa tradicional de nossa querida Santana dos Olhos D'Água. Ah sim, não se esqueça, se o Nicola fizer
alguma "pegadinha" corra pra responder, você pode ganhar um
"vale-bebida" para terminar bem a noite.

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