quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Ano que vem tem mais

Elogiada, criticada, comentada... A nossa tradicional Expuã chegou ao fim no último domingo.
Tema de discussões e polêmicas que cercam todos os anos os meses que a antecedem, 2014 presenciou mais uma edição da mais esperada comemoração da cidade santanense. Como em muitas outras edições, não foi uma das mais badaladas nem das mais simples, mas manteve o seu bom ambiente familiar a animação que todo ipuanense tem de sobra.
Dentre tantos comentários (bons ou ruins) que ouvimos por aí, podemos destacar a nova estrutura dos camarotes (ainda maior esse ano, porém contando com a ausência do camarote sobre os bretes); o novo posicionamento das barracas (que já havia sido feito no ano de 2013, e que ainda bem, veio pra ficar) que aumentou a praça de alimentação visando a comodidade dos visitantes da festa; a segurança da festa que continua trabalhando bem, pois qualquer confusão antecipada já era controlada pelo policiamento e pela equipe de apoio; a infelicidade no show do Fred e Gustavo, que por motivo de saúde de um dos integrantes, tiveram sua apresentação prejudicada; o sucesso do show do cantor Eduardo Costa, pois mesmo se apresentando pela terceira vez na cidade em menos de 7 anos, o cantor mostrou que arrasta multidões sempre que se apresenta por aqui.
Seriam inúmeros os comentários a serem feitos, mas aquilo que foi vivido nesses quatro dias falam por si só. Mas, o que me chama a atenção é o clima que a cidade vive nesses quatro dias, assim como os que os antecedem.
Você já andou pela cidade durante os dias de festa? Já tentou discutir outro assunto que não fosse a Expuã? Já tentou não comentar sobre a Casa da Dinda?

Resposta? Impossível qualquer uma das opções. Nesses dias que passamos, percebi o quanto se faz necessário a sua realização. Basta ver a felicidade daqueles que tanto esperam o ano todo por esse momento, para comprar aquela bota tão desejada, aquela calça ou até aquela mudança radical no visual.  
Ipuã, cidade de gente apaixonada por todo tipo de festa (assunto que já discuti nesse blog) tem como parte de si a Expuã, e qualquer prefeito que por aqui passe, com ou sem reclamações e críticas, com ou sem elogios, deverá manter viva essa tradição: de fazer seu povo feliz. 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Secou

Todas as cidades possuem seus “cartões postais”. Uma praça, um monumento, um campo, um jardim, uma avenida, uma construção antiga, dentre tantas outras inúmeras opções famosas que tanto vemos ou ouvimos falar.
Não ficamos fora dessa. Apesar de simples e recatada, temos orgulho de mostrar o nosso cartão postal. Nas fotografias postadas nas redes sociais, quando as mesmas se tratam de Ipuã, a nossa lagoa é sempre mostrada com orgulho. Porém, basta chegar nessa época de estiagem para começar a temer a possibilidade de secar esse ponto turístico ipuanense.
E dessa vez, ela não escapou. A lagoa momentaneamente (assim esperamos) acaba de secar.
O cenário, antes tomado pelas águas calmas de nosso lago, pássaros sobrevoando em busca de peixes e pescadores também na luta pelos mesmos, foi agora tomado por uma cratera enorme, e diversas máquinas e caminhões tentando limpar aquilo que ainda dá para ser limpo.
Difícil dizer se algo poderia ter sido feito para evitar isso, estamos em uma época tomada pela seca. Queimadas são constantes e as chuvas inexistentes fizeram com quem tudo isso fosse possível, nos deixando órfãos de nossa própria paisagem.
Hoje pela manhã, ao comentar sobre tal fato em uma sala de aula em outra cidade, ouvi o comentário: “Nossa professor, como que foi possível secar? Me lembro bem que quando eu ia para Ipuã com meus pais, andávamos de pedalinho nessa lagoa! Ela era enorme!”
Ou seja, em épocas como essa vemos que nada é impossível de acontecer quando se diz respeito à falta d’água.

Conscientização? Prevenção? Racionamento? São atitudes que podem ajudar, ou até talvez evitar situações ruins como essa. Só depende de nós.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Em cada esquina

No ano passado, foi tomada uma atitude com o intuito de facilitar o trânsito e melhorar as condições de estacionar em nossa cidade: A liberação de ambos os lados das avenidas principais para o estacionamento de veículos.
Medida tomada, ao meu ver, em função da dificuldade de se encontrar vagas principalmente no centro da cidade (região onde se encontram os bancos e a maior parte de nosso comércio).
No começo, notava-se certa cautela por parte dos motoristas, que preferiam ainda estacionar no lado de costume do que se arriscar no espaço totalmente vazio do lado oposto. Poucos se aventuravam a estacionar em qualquer um dos lados, temendo uma possível multa ou advertência mas, aos poucos, os motoristas foram se adaptando à nova moda e em pouco tempo ambos os lados estavam completamente lotados, o que obrigou à criação de faixas amarelas em frente a alguns pontos, permitindo apenas estacionar ali, veículos com o objetivo de carga e descarga.
Porém, um novo problema fora criado devido a esta nova moda: Em muitas esquinas das duas principais avenidas, a visão de quem às cruza fica totalmente prejudicada por conta dos carros que estão estacionados muito próximos a estas, bloqueando totalmente a visão de quem espera o momento certo para atravessá-las. Um dos motivos causadores desta situação encontra-se no fato de que muitos motoristas não respeitam a distância mínima de estacionamento até a esquina (que se eu não estiver enganado, é de cinco metros).
Um dos maiores exemplos, em minha opinião, está nos cruzamentos da Av. Dona Tereza com as Ruas Campos Sales e Américo Brasiliense.

Se o fato da liberação de ambos os lados foi a melhor solução, eu não sei, mas deixo aqui uma sugestão de possível melhora para isso: Pelo menos nas principais avenidas, poderiam ser pintadas de amarelo as guias em cada esquina, indicando ao motorista a distância mínima que ele deve manter, aumentando o campo visual de quem às cruza e diminuindo assim, em minha opinião, o risco de acidentes.