sexta-feira, 30 de agosto de 2013

“Miss Curtida”

Uma mera opinião pessoal sobre o novo Concurso da Rainha da Expuã 2013.

Durante muitos anos, na época do aniversário de Ipuã, ocorria o desfile para a escolha da “Miss Ipuã” e também do “Gato Ipuã”. Sonho de muitas garotas, ser escolhida para desfilar era com certeza, um dos momentos de maior alegria de qualquer adolescente, em busca do título de: A mais bela garota da cidade.
Esse desfile era um evento já tradicional, que fazia parte do mês do aniversário de nossa cidade, onde muitas vezes diversas lojas e boutiques patrocinavam as candidatas e candidatos, aproveitando o momento para divulgar seus nomes. A Miss Ipuã e as respectivas 1ª e 2ª Princesas recebiam também o título de Rainha e Princesas da Festa do Peão, que ocorre todos os anos em setembro.
Pois que esse ano, a exemplo do ano passado, não foi realizado tal desfile.
Quando todos imaginavam que não haveria uma Rainha do Rodeio de 2013, surge na internet o Concurso para escolha da Rainha da Expuã 2013.
Utilizando-se da rede de relacionamentos, o concurso seria realizado através do Facebook, e a contagem de votos seria por meio de “Curtis” que cada candidata receberia em sua foto.
As garotas escolhidas foram então jogadas aos leões. O que se viu foi uma corrida interminável através de votos (curtidas), pois as três fotos mais curtidas seriam nomeadas Rainha, 1ª e 2ª Princesas da Expuã respectivamente. Familiares, amigos, namorados e todas as pessoas que poderiam se envolver, passaram dias, noites e madrugadas enviando pedidos para curtirem as fotos em perfis e grupos, promovendo uma disputa que, em minha opinião, foge daquilo que se pode considerar um concurso de Miss.
Discussões em relação ao número de votos foram surgindo, causando transtorno e provocando a desistência de muitas candidatas, deixando uma imagem ruim a essa opção de concurso adotada pelos organizadores.
Pois bem, já não há mais o que fazer. O concurso se aproxima de sua conclusão e logo conheceremos a Rainha da Expuã 2013. Mas vejo que essa nova maneira de se escolher a garota mais bela, não foi de agrado geral.
Culpados?
Não podemos culpar as candidatas pelo ocorrido, pois foram escolhidas, e acredito que não imaginavam o transtorno que um concurso realizado de tal maneira pudesse causar.
Não sabemos ao certo quais os motivos da não realização do desfile, mas acredito que a realização por meio do Facebook foi uma opção equivocada. Esse site trata-se de uma rede social, logo, pessoas estão interligadas direta ou indiretamente e assim, quanto maior for a rede de amigos de uma pessoa, ou de seus contatos, maiores serão as chances de votos. Torna-se então mais um concurso de popularidade do que um concurso de beleza e simpatia. Se a solução era utilizar a internet, então acredito que o uso de sites, onde o voto só pudesse ser realizado através de cadastros (inclusive documentos pessoais), tornaria a votação menos polêmica e mais profissional.
Todas as candidatas que ali estão merecem vencer, mas não mereciam passar pelo que estão passando (pelo menos é o que vemos em seus depoimentos na internet).
Para o próximo ano, espero que a comissão organizadora possa repensar a organização de um desfile, como sempre foi feito, evitando problemas desagradáveis como os vistos esse ano.
Nas palavras do grande ídolo:
“No que diz respeito ao empenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem feita ou não faz.”

(Ayrton Senna da Silva)

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Água da fonte

Se o problema foi resolvido, desconsiderem a reivindicação.

As praças são sempre locais especiais em todas as cidades. Ideal para levar os filhos para brincar, para encontrar os amigos, começar um namoro ou então namorar, passear, tomar um sorvete, descansar. É um local sempre visto como referência. Assim sendo, cada praça em cada cidade que você visitar terá sua particularidade.
Antes da reforma, a nossa Praça Matriz possuía como uma de suas características principais a vegetação. Muitas árvores e arbustos contribuíam para um verde contagiante e calmo, que mantinha pessoas embaixo de cada sombra que ali existia. Até mesmo as árvores eram famosas por sua idade ou tamanho. Lembro-me de visitas que fazíamos na época da Pré-Escola para abraçar e tirar fotos com aquelas eternas moradoras da Praça Matriz.
A reforma foi feita, a reformulação do jardim também. A praça ganhou outro ambiente, mais iluminado, com menos sombras, e a novíssima fonte.
Adorada por muitos e criticada por outros, passamos por um processo de transformação em um dos corações de Ipuã, que voltou a receber a população nos finais de semana, pois houve uma época que não se viam mais pessoas naquele local nas noites de sábado ou domingo.
O atual problema é que a novidade desse ponto, a fonte, vem deixando a desejar em relação à sua maior característica: a água.
Não foram poucas às vezes em que passamos pela praça e vimos uma quantidade enorme de água escorrendo ao redor da fonte, molhando totalmente o chão ao seu redor.
É natural que uma fonte como aquela deixe que um pouco de sua água saia e molhe o chão, mas o que vem acontecendo acredito que esteja um pouco fora de controle em relação à esta “água que vaza”.
Porém, o problema não se resume somente à fonte de nossa Praça Matriz, como também àquela localizada em frente à nossa Câmara Municipal. Dias atrás, eu vinha passando de carro à noite por aquela praça quando notei que fonte estava ligada e a água estava espalhada não só pela praça, como também pela rua que a contornava. Não teria como parar o carro para caminhar por ali sem que molhasse completamente os pés.
Ou seja, aquilo que foi feito para enfeitar e tornar o ambiente totalmente agradável, vem causando alguns transtornos, o que poderia ser melhorado para o bem da praça e de quem a visita.

Se a fonte foi ou não a melhor opção para aqueles locais, fica a critério de cada um decidir, mas como ela foi feita e está lá, melhor mantê-la funcionando bem.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Ser taxado de...

- Bom dia alunos! Gostaria de lhes apresentar seu novo professor de física.
- De onde você é professor?
- Sou de Ipuã.
- Ah! Você é índio!
- ...

Uma brincadeira mais do que normal. Ao ser apresentado nas escolas onde começo a trabalhar em outras cidades, é natural ouvir comentários do tipo. Motivo? Nas cidades que nos cercam, somos conhecidos como “índios”. Ainda mais por alunos, que não perdem a oportunidade de sacanear o professor, não são raros comentários como “Professor, você tem ar-condicionado na sua oca?” ou então “já chegou internet lá em Ipuã?”, ou “Vocês caçam na hora do almoço?”
Como bom entendedor de brincadeiras, entro no jogo deles muitas vezes e tornamos isso uma brincadeira saudável, mas gostaria de exaltar as várias “famas” que nossa população possui.
O povo ipuanense tem fama de ser festeiro, e isso eu acredito ser uma verdade. Conversando com amigos da nossa vizinha São Joaquim da Barra certa vez, fiz um pequeno relatório das festas que temos aqui, e os vi ficarem surpreendidos, comentando coisas do tipo “Quem me dera se aqui fosse assim também”. Bom ou ruim, temos essa característica a nosso favor.
Já ouvi de muitos amigos, agora residentes aqui, que Ipuã é uma cidade acolhedora. Inúmeras vezes, não só aqui como em outras cidades da região, ouvi muitos elogios em relação à hospitalidade de nossa cidade. Quem vem aqui, com certeza deixa amigos.
Ipuanense bebe muito! Essa é tradicional. Nosso povo é fã de uma festa, reunião ou confraternização banhada à bebida. Que digam os entregadores de cerveja, que rodam as madrugadas abastecendo os aniversários, churrascos e festinhas. Não tenho certeza da época nem da revista, mas certa vez me lembro de uma reportagem que mostrava que Ipuã era uma das cidades onde mais se consumia bebida alcoólica proporcionalmente ao número de habitantes. Sendo essa uma boa ou uma má fama, fica a critério de cada um decidir.
Somos apaixonados por política. Não digo em relação a assistir programas políticos na televisão ou sentar em praças para discutir o futuro político de Ipuã (pelo menos não a maioria de nós), mas basta chegar o ano da eleição para ver a transformação que ocorre aqui. Mais uma vez, não foram poucas às vezes em que ouvi pessoas de outras cidades comentando sobre o ambiente que cerca nossa política, principalmente durante os meses que antecedem a eleição.
Povo alegre e extrovertido. Em rodas de conversas em outras cidades, basta fazer qualquer comentário pra ouvir a expressão “só podia ser de Ipuã mesmo.”
Tenho certeza que somos taxados de muitas outras coisas que talvez ainda não tenha ouvido. Apesar das infinitas diferenças que uma população venha a possuir, eu vejo que as cidades possuem o poder de criar e manter características comuns entre as pessoas. Ipuã é assim, ela faz de nós pessoas com características únicas. Onde quer que você vá, tem sempre alguém que conhece a nossa cidade, ou que já tenha passado por aqui. No interior, nos grandes centros, no litoral, há sempre um pedaço nosso plantado ali. Ser ipuanense é parte do que somos do momento em que nascemos até o nosso último segundo de vida.

E você? Já ouviu sobre o que somos taxados?

terça-feira, 16 de julho de 2013

Em boa hora

Não foram poucas as vezes em que manifestei a minha opinião sobre a grande necessidade de Ipuã em relação à novas oportunidades de empregos.
Mais do que uma necessidade, acredito que esta seja uma das áreas mais carentes em nossa cidade, e vejo como uma das maiores prioridades de nossa administração a busca por soluções em tal setor. Dentre tantas opções para citar sobre a vantagem desse aumento de oportunidades e opções, destaco o fato de que a Prefeitura Municipal seja o alvo como maior empregadora de nossa cidade. Vejo que a quantidade de pessoas que buscam novos empregos junto ao setor público cresce a cada ano, e se houvessem cada vez mais opções e oportunidades, essa busca se reduziria e com o tempo “desafogaríamos” nossa prefeitura e "enxugaríamos" a folha de pagamento.
De qualquer maneira, há muito o que se fazer em termos de aumentar as oportunidades de emprego, e essa iniciativa por parte da Prefeitura e Câmara Municipal já merece nossos parabéns.
A população espera mais e mais chances como essa, e agradecem pela oportunidade.



terça-feira, 9 de julho de 2013

Propaganda é a alma do negócio

Sem sombra de dúvidas, ela é alvo da maioria das críticas em rodas de cerveja, conversas em calçadas, bate-papo nos bancos das praças, e mais do que em qualquer outro lugar, nas redes sociais.
Totalmente compreensível, uma das grandes responsáveis pela empregabilidade em nossa cidade e desejo de muitos que aqui vivem, é obvio que me refiro à nossa Prefeitura Municipal.
Dessa vez, apenas venho fazer a observação sobre a sua carência no sentido de divulgar. Em vários aspectos e setores, nossa administração pública vem deixando a desejar em seu trabalho em função de suas divulgações de eventos e demais realizações.
Talvez até pelo fato de não se preocupar com tal ação, poderia evitar os mais diversos comentários (muitos desses maldosos) a seu respeito, se trabalhasse de maneira clara a divulgação, não só na internet, de tudo aquilo que realiza ou pretende realizar.
Canais de comunicação, páginas nas redes sociais, sites, são ferramentas úteis, principalmente em se tratando do momento intenso eu que vivemos com o domínio quase que absoluto da internet. O bom uso de opções como essa, tornaria talvez, menos turbulento, o relacionamento de nossa Prefeitura com sua população.
Apenas como exemplo, cito o fato da falta de divulgação do Campeonato de Futsal que está ocorrendo no Ginásio de Esportes Eugênio Sacardo Filho. Apesar da população ter conhecimento de sua realização todos os anos nas férias de janeiro e julho, uma simples apresentação do campeonato levaria com toda certeza mais pessoas aos jogos.
Talvez ainda mais urgente do que esse campeonato, cito o fato de que estamos atingindo quase a metade do mês de julho, e temos menos de 2 meses para a realização de nossa maior festa, e pouco se sabe a respeito, a não ser pelas informações através de terceiros ou então comentários nessa nossa internet. E claro, estamos prestes a entrar na época de maior crítica e falatório sobre nossa administração: os dias que antecedem a nossa festa.

De qualquer maneira, não se esqueçam, uma boa maneira de ajudar: propaganda é a alma do negócio.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Um olho no salário, o outro na correspondência

Dizem que os amigos são a família que escolhemos. Tenho isso como uma grande verdade. Os amigos me acompanham desde sempre e, são raras as semanas em que não nos encontramos para uma boa conversa.
O grande barato é que nessas conversas, os mais diversos assuntos são discutidos, desde o tradicional futebol até mesmo imposto de renda (acreditem se quiser), e o que é mais divertido, é ver as namoradas, noivas e esposas de cada um dormindo nas cadeiras e sofás enquanto mergulhamos de maneira mais filosóficas (no nosso modo de ver claro), nesses assuntos milenares.
Um grande amigo meu, o Advogado Theo Dias M. Sacardo, me procurou para publicar um texto dele, que, assim como nosso amigo, o também blogueiro Orandes Rocha, também havia escrito um texto sobre a mudança nos holerites dos servidores públicos em nossa cidade.
Como o Blog é também um “espaço amigo”, segue o texto do Theo:

Um olho no salário, o outro na correspondência.

A Corte Constitucional já rechaçou alguns pontos sobre a inconstitucionalidade da conhecida Lei de Transparência, sob o argumento de que “o direito à vida privada não é absoluto e que estão fora do seu âmbito de proteção aqueles dados ou aspectos que acarretam repercussões para a ordem da vida social e possam afetar direitos de terceiros e interesses legítimos da comunidade”.

Portanto, até segunda ordem, o Portal Transparência deverá estar em vigor em todos os entes públicos incluindo prefeituras como a de Ipuã. No entanto, o novo modelo de holerite fornecido pela P.M. de Ipuã vem chamando a atenção e criando inquietação aos servidores municipais, pois este estaria sendo entregue com um simples adesivo, possibilitando a qualquer pessoa que o manuseia, a sua consulta.

Pois bem, certo é que os órgãos públicos devem divulgar os rendimentos dos servidores no Portal Transparência, mesmo eu sendo contra, não há muito que se fazer. Porém, abrir a sua correspondência ao público, e ver divulgados os seus informes de rendimentos, descontos por empréstimos, pensão alimentícia etc. já é violação do sigilo fiscal sem que haja antes a instauração do devido processo legal.

Não é porque alguém é um funcionário público que um colega, vizinho, amigo poderá espiar seus rendimentos, abonos, descontos em seu holerite. Porém, infelizmente é o que se tem observado em Ipuã e em alguns outros municípios, pois não estão lacrando de maneira eficaz o holerite de seu servidor, violando, assim, a sua correspondência, quebrando o seu sigilo fiscal, invadindo a sua privacidade.

Vale observar assim, o Decreto 7724/12 (que regulamenta a Lei 12527/11, da transparência), que em seu art. 56, determina que o tratamento das informações pessoais deve ser feito de forma transparente e com respeito à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas, bem como às liberdades e garantias individuais.

Nesse sentido, os órgãos públicos devem sim cumprir a Lei de Transparência, sendo que não se deve deixar de lado as garantias constitucionais previstas no art. 5º, caput, da CF, e seus incisos X e XII do mesmo artigo, que garantem a “inviolabilidade da vida privadae osigilo da correspondência”. E não há dúvidas de que holerite é correspondência sigilosa não podendo ser aberto sem o devido consentimento do destinatário seja no ambiente público ou no privado.

Posto isto, é violação de correspondência, de vida privada e quebra imotivada de sigilo fiscal podendo gerar insegurança e constrangimentos aos servidores, sujeitos a reparação moral e material, uma vez que a própria Carta Magna, em seu art. 5º, inciso X, assegura inclusive direito a indenização pelo respectivo dano material ou moral causado.

Que as readequações venham a tempo de evitar maiores burburinhos.


*Theo Dias M. Sacardo, advogado na capital do Estado de São Paulo e amigo pessoal do blogueiro, sendo que o texto é meramente opinativo.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

No hospital, na final.

Uma situação vivida por muitos, relatada mais uma vez.

Ontem era mais um dia daqueles, em que você conta nos dedos a hora de poder ver a final do campeonato. Estávamos deitados, curtindo aquele tradicional sono do domingo a tarde, quando ela acordou chorando. Não era normal vê-la acordar àquela hora, ainda mais chorando, logo nos chamou a atenção o fato.
Minha sogra a pegou no colo, quando vimos o choro se transformar em gritos, mostrando que realmente havia uma anormalidade ali. Nos levantamos, minha noiva e eu, para vermos o que estava acontecendo. A pobrezinha mostrava-se desinquieta, algo parecia doer muito, levava as mãos ao ouvido e os gritos aumentavam – deve ser dor de ouvido – e por não ter noção do que se tratava, levamos ela para o hospital.
Era mais ou menos duas e meia da tarde quando chegamos ao hospital. Havia ali umas três pessoas na nossa frente esperando pelo atendimento. A recepcionista pegou os dados dela, mediu sua temperatura, e nos pediu para aguardar, enquanto ela mantinha seus berros de dor. O pai dela chegou, me perguntou se ela havia melhorado ou se algum médico já havia aparecido, e minha resposta negativa o deixou nervoso. Questionamos as pessoas ali, se já estavam há muito tempo na espera. Uma moça, com duas crianças, provavelmente seus filhos, disse que sim, que já estava há um bom tempo, e que nenhum médico tinha aparecido. Ela continuava seu choro, seus gritos. Agora, mais pessoas, inclusive crianças, chegavam buscando atendimento, e os murmúrios de reclamação aumentavam cada vez mais.
Logo, o pai dela perdeu a paciência com a demora (que já atingia quase meia hora) sem ninguém para atender sua filha nem as pessoas que ali esperavam, e entrou sem ser chamado procurando o tal médico. Dava para ouvi-lo conversando em tom de voz alta com o médico, e quando voltou uma das pessoas que estavam sentadas, comentou “tem que fazer isso mesmo, senão ninguém vai ser atendido aqui” mostrando assim como ele, uma indignação com a situação.
Ao voltar, sua revolta era ainda maior. Veio até mim dizendo “João, o cara está lá dentro batendo papo, só pode estar de brincadeira comigo”.
Porém, coincidentemente, segundos após sua entrada, os pacientes começaram a ser chamados para o atendimento. Depois de mais uns cinco minutos, enfim nossa afilhada foi chamada, tomou a injeção necessária e minutos depois, encerraram seu choro e seus gritos.


Tenho certeza que situações assim não são comuns apenas aqui em nossa cidade, em nosso estado, ou em nosso país. O que passamos ontem, naquela angústia de esperar pelo atendimento, vendo a criança sofrendo, e ninguém aparecer para atendê-la fez pensar o quanto deve ser desesperadora a situação em que vemos pessoas nesses hospitais espalhados pelo Brasil, em filas intermináveis de espera, e médicos que parecem não dar conta de tantas emergências que surgem durante seus plantões.
Mas, para nós aqui, a demora foi mais do que uma situação em que não havia médicos suficientes, mas sim a ausência de tal médico mediante uma situação que, a princípio, mostrava ser de urgência. Descaso ou não, não éramos os únicos ali insatisfeitos, e com certeza, não foi uma situação isolada. Realmente, uma pena.
Nada melhor do que terminar com a frase que se tornou praticamente um lema da população: E vocês ainda acham que é pelos vinte centavos?

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A Nossa Quermesse - 2013

A nossa tradicional Quermesse está de volta.
A Quermesse de Nossa Senhora Santana se inicia amanhã, e como todos os anos, espera uma enorme quantidade de participantes.
Não fique de fora de uma das festas mais tradicionais de nossa querida Ipuã.
Eu estarei lá!


P.S.: Como podem ver, apenas algumas palavras sobre nossa festa. No ano passado, nesta mesma época, escrevi um pequeno texto sobre a Quermesse de Nossa Senhora Santana, que você pode conferir clicando no título abaixo abaixo:


Grande abraço

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Energia Elétrica

Quando, durante alguma aula, algum aluno me questiona sobre grandes invenções ou grandes revoluções no ramo científico, tenho sempre uma resposta pronta: Na minha humilde opinião, a Energia Elétrica é um dos maiores passos que o ser humano possa ter dado.
O grande problema é que nos tornamos escravos dessa grande invenção.
Quantas pessoas nunca sofreram ao passar algumas horas sem energia? Quantas pessoas não estavam em suas casas a noite, quando de repente, viram as luzes se apagarem pela falta de energia, e se viram obrigadas a se agrupar ao redor de uma vela acesa, ou então, simplesmente decidiram ir para a cama mais cedo?
Esse é o grande problema da energia elétrica, ela nos escravizou. Todo nosso mundo moderno é construído em função dela, dependendo dela.
Apesar daquelas histórias que minha mãe me conta sobre o quanto sua infância foi maravilhosa, quando não se havia esse tipo de vida, quando tomavam banho na água aquecida pelo fogão de lenha, das noites ao redor do lampião, nós nos adaptamos e nos acomodamos com essa maravilha da “vida moderna”.

E para que tamanho texto sobre Energia Elétrica?

Simplesmente pelo fato de que sua falta vem sendo constante. Vez ou outra, nos deparamos com a falta de energia em nossas casas, por minutos ou horas, ela vai e vem causando transtornos e também prejuízos, para aqueles que dependem dela não só por comodidade como também para trabalhar, seja nos comércios, empresas ou então em suas próprias casas quando necessitam dos computadores ligados à internet para a elaboração de provas e aulas online (sim, estou me sentindo muito prejudicado).
Não tenho a menor noção do motivo, ou causa de tamanha constante na falta de energia, mas seria maravilhoso que isso terminasse.

Obrigado.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

O que tínhamos e o que temos


Após ler este texto, peço-lhe que saia de sua casa.
Caminhe até a calçada, se possível até o meio da rua, e olhe atentamente para frente. Dê um giro de 180º e olhe para sua casa. Olhe para a direita, analise bem o que está vendo nesse momento. Dê outra olhada, agora para a esquerda, e também faça uma análise minuciosa de toda paisagem que agora paira diante de seus olhos.
Por que tal análise? Você está diante de sua cidade, neste ano de 2013. Óbvia afirmação? Claro que sim, porém, agora vem a questão: Você gosta do que está vê? Está satisfeito com o que vê e o que observa?
Acabo de almoçar. Ao lado de minha família discutimos momentos passados vividos. Onde íamos, o que fazíamos e quando fazíamos. Quais eram os lugares que frequentávamos quando pequenos, o que há agora naquele mesmo lugar e se foi uma boa mudança ou não.
Nossa cidade mudou.
Nada mais comum, as cidades mudam, o tempo e a evolução proporcionam isso. Compararmos a qualidade de vida e a comodidade de hoje com a de 20, 30, 40 ou 50 anos atrás é algo surpreendentemente diferente. Mas o que mais quero pesar agora é: O que tínhamos em Ipuã há anos atrás, baseando-se naquela época, e o que temos hoje em tal momento, podemos dizer que melhoramos?
Muito não me lembro obviamente e, é claro, muitas coisas deixaram de existir aqui mesmo antes de meu nascimento (1985), mas posso citar coisas que tínhamos e não temos mais.
Ipuã já foi palco de uma Fábrica de Óleo, hoje deixada às sucatas, em uma área super valorizada, onde muito podia se fazer, mas por motivos desconhecidos por mim, nada acontece.
Ipuã já foi palco de uma Nestlé, famosíssima empresa. Dessa me lembro bem, pois não foram poucas as vezes em que fui lá com meu pai para entregar leite. Hoje, acredito que não temos a chance de ver uma mesma Nestlé por aqui.
Ipuã já foi palco de uma Fábrica de Farinha, de uma tradicional família. Dessa também me lembro, pois no ano de 1996, aluno da 4ª Série (atual 5º Ano) da professora Dita, tive de fazer um trabalho sobre a fábrica, fazendo entrevistas, tirando fotos e expondo na escola as farinhas fabricadas ali.
Ipuã já foi palco de dois frigoríficos ativos, responsáveis por empregar boa parte da população (muitos de meus familiares inclusive), porém hoje já vimos muitas empresas passarem por um de seus espaços, mas infelizmente o mesmo mantém as portas fechadas.
Ipuã já foi palco de um forte time de futebol (esse eu sinceramente não me lembro), mas ouço muito falar dos jogos que o Santana já realizou e jogadores famosos que já passaram por aquele campo, não vestindo a camisa Santanense, claro, mas que vieram realizar partidas memoráveis para a história da nossa cidade.
Ipuã já foi palco de um Cinema, na esquina da Av. Carlos Fernandes com a Rua José Bonifácio, onde hoje, o mesmo prédio é utilizado para vários pontos de comércio. Minha mãe conta várias histórias de quando ela assistia filmes em tal cinema, inclusive o filme Exorcista que estreou nessa época. Cinema em nossa cidade nos dias atuais? Acho pouco provável.
Não muito longe no tempo, lembro-me de ir todos os dias ao Centro de Lazer do Trabalhador, onde pouco se conseguia espaço para jogar futebol ou basquete naquelas quadras devido à enorme quantidade de pessoas que ali frequentava, e hoje, está esquecido aparentemente já há um bom tempo.
Com toda certeza, Ipuã é um lugar maravilhoso de se viver, a qualidade de vida em nossa cidade é algo a se destacar. Mas comparemos nossos dias atuais com aqueles que citei e tantos outros que não me recordou ou não conheço.
Evoluímos?

quarta-feira, 27 de março de 2013

O mês do aniversário – Conclusão



Imagen retirada da página da Prefeitura Municipal no Facebook 

Chegou ao fim mais um aniversário de Ipuã. Com poucas críticas esse ano, o novo prefeito conseguiu deixar uma boa impressão com a sua primeira comemoração à frente da prefeitura municipal.
O evento realizado no recinto de festas mostrou ser sempre uma ótima opção, e o fato de ter optado este ano por três dias de shows parece ter agradado realmente a nossa população, pois não se via reclamações como de costume, talvez pelo fato de realmente ter sido uma boa atuação da administração na organização ou então pelo fato de que os que mais reclamavam estarem agora ao lado do novo prefeito, porém, o que é concreto é que esse aniversário de 64 anos de Ipuã parece ter sido visto com bons olhos.
Independentemente de qualquer coisa, a vida segue e nossa cidade precisa ser merecedora de parabéns. Acredito que o melhor presente para Ipuã, é o respeito da população e o verdadeiro investimento que todos que aqui vivem tanto merecem.
Chegou a hora de acreditar que aqui é sim o melhor lugar para se viver, que Ipuã não receba aquela frase típica de cidades pequenas como “é um bom lugar para criar seus filhos”, (que quando crescem vão buscar melhores horizontes em outros lugares), e que não receba também a frase “é uma boa cidade para quem é aposentado”. Deixemos esses dizeres de lado e façamos tudo por nossa terra, façamos por merecer e mostremos que aqui sim podemos ter uma vida sem dependermos da busca por outras cidades e regiões.
Cobremos de nossa administração iniciativas que façam de Ipuã uma cidade mais evoluída e com mais oportunidades para os novos trabalhadores, que tenha opção para nossos universitários e que não perca a essência de uma cidade calma e pacífica, que a Prefeitura Municipal não se mantenha como uma das poucas opções de emprego, que tenhamos uma qualidade de vida elevada, salários justos aos funcionários e enfim, mais que tudo isso, que mantenha a fama de cidade hospitaleira e alegre.
Que esse aniversário seja o pontapé inicial para fazermos jus ao novo logotipo que recebemos: “Ipuã – Orgulho de viver aqui”.

sábado, 16 de março de 2013

O mês do aniversário – Parte 03


Venho hoje para falar com vocês sobre mais dois eventos que cercavam o aniversário da cidade: A escolha da Miss e Gato e Ipuã e o Baile de Gala.
A escolha da Miss e Gato era um evento simples, porém, já também tradicional em Ipuã. O evento que ocorria dias próximos ao 26 de março, escolhia aqueles que representariam a cidade em eventos como desfiles ou então durante a EXPUÃ. Porém, no ano passado, devido às irregularidades nos recintos de festas em Ipuã e a preocupação com a segurança da população por parte do Ministério Público da cidade, o evento não pode ser realizado e já percebemos sua ausência mais uma vez nesse ano.
Provavelmente, assim como no ano passado, agora em 2013, durante o rodeio, não teremos a entrada da Rainha, das Princesas e do Gato Ipuã na arena. Pode não ser um evento de tanta repercussão, porém é algo que acredito valer a pena manter vivo.
E quanto ao Baile de Gala?
Esse sim é um evento polêmico. Talvez por ser conhecido como uma comemoração que atinge apenas a “burguesia ipuanense”, o Baile de Gala celebrado em comemoração ao aniversário de Ipuã deixou de ser realizado durante a administração anterior e não se tocou mais no assunto desde então. Mencionado como uma possibilidade esse ano, logo foi deixado mais uma vez para segundo plano, o baile era conhecido como uma festa requintada e de valores superiores aquilo que estamos acostumados a pagar, logo, era conhecido por ser uma festa acessível apenas aqueles que possuem uma renda financeira considerável em nossa cidade. A questão é: por ser uma festa acessível à minoria, o baile deveria ser mantido, para conservar também essa celebração de nosso aniversário?
Para o sim ou para o não, deixo com vocês essa opinião.
De qualquer maneira, voltaremos a falar mais sobre o aniversário de Ipuã.
Então, até logo e um grande abraço.

quarta-feira, 13 de março de 2013

O mês do aniversário – Parte 02


A Prefeitura Municipal divulgou a programação para os dias que antecedem o aniversário de Ipuã. Com uma programação que surpreendeu a muitos, esse ano a cidade contará com três dias de shows com entrada gratuita no recinto de festas da cidade, além de variadas atividades esportivas e o tradicional campeonato de pesca esportiva.
Esse campeonato, criado durante o mandato do prefeito Itamar, cresceu durante os anos e podemos dizer que, hoje, é o que realmente se instalou nessa data, tornando-se a tradição do momento no aniversário da cidade. Evento que reúne uma quantidade enorme de pessoas na represa da cidade, não somente no dia do aniversário como nos dias que o sucedem (devido a quantidade enorme de peixes que é solta para tal campeonato), pelo que ouvi durante alguns anos, já foi levado para outras cidades da região que agora também possuem esse campeonato de pesca esportiva durante eventos comemorativos da cidade.
Se o campeonato de pesca esportiva é o melhor a se proporcionar hoje à população, eu não sei, mas podemos dizer que essa é nossa realidade hoje. Com o passar do tempo, talvez novas ideias possam surgir, e para isso, contamos com o núcleo de criatividade de nossos administradores.
Para quem ainda não conferiu a programação do aniversário da cidade, segue o cartaz abaixo.
Grande abraço.



O que lembramos do aniversário – Segunda parte

Mais uma vez, venho tentando recordar de eventos realizados durante as comemorações do aniversário da cidade, e recebi uma sugestão do amigo Alexandre Oliveira. Segue abaixo:

Aniversário de Ipuã – 45 anos

- Passeata com Trio Elétrico com a música “Parabéns”, a famosa “Alvorada”;
- Demonstração de esportes praticados pelos alunos da cidade: Judô, Karate, Capoeira, Danças;
- Apresentação da Fanfarra Municipal;
- Apresentações esportivas no campo do Santana F.C., com locutores da cidade;
- Apresentações esportivas no campo do Centro de Lazer do Trabalhador;
- Campeonatos de Natação e também de Bocha.

terça-feira, 5 de março de 2013

O mês do aniversário – Parte 01

Tendo muito mais como objetivo a divulgação de tal data do que a discussão sobre esse assunto, entremos na questão do aniversário de Ipuã.
O mês de março é famoso em nossa cidade por ser o mês do aniversário, sendo que este ano Ipuã completa seus 64 anos e emancipação política.
Nessas postagens que pretendo publicar esse mês, tentarei colocar em pauta com vocês assuntos relacionados à tal época.
Nessa primeira parte, vou apenas citar aqui eventos e situações que me lembro ter vivido devido ao aniversário de Ipuã. É obvio amigos que o tempo passa, e as opções de cultura e diversão sofrem uma certa mudança, logo não sei se seria o ideal manter as mesmas comemorações e eventos durante o 26 de março, porém o que eu sei é que relembrar algumas coisas traz uma certa saudade.

O que lembro do aniversário de Ipuã:

- Me lembro do passeio ciclístico que acontecia na cidade. Guiados pelo famoso “Café Terreiro”, os diversos ciclistas enfeitavam suas bicicletas das maneiras mais diversas possíveis por um passeio na cidade, enquanto a música rolava solta sobre aquele trio elétrico. Não me lembro o número de passeios que participei, pois já tem um certo tempo desde o último, além do mais, também não me lembro se haviam premiações para as bicicletas mais enfeitadas, eu só sei que como criança aquilo era uma diversão sem fim.

- Me lembro das competições de MotoCross que aconteciam onde hoje se localiza o Bairro Santa Cruz. Era um evento fantástico e para mim, aquilo era esperado todo ano. A única coisa que incomodava era sair desses eventos praticamente coberto de terra pela poeira gerada nessas competições.

- Me lembro dos desfiles cívicos que aconteciam nas ruas principais da cidade. Sempre quis participar deles na época, mas nunca tive a oportunidade. Sempre via amigos passando em cima das tradicionais carretas enfeitadas e eu ficava pensando “como será que é desfilar lá em cima?”. A fanfarra dava um show a parte, e não me incomodava em acordar cedo para acompanhar esse evento.

Como eu disse, ainda há muita coisa que não me lembro dessa época, e gostaria de me recordar para poder postar aqui.
Logo, se alguém se lembrar de mais algum evento que marcou esse aniversário, gostaria que comentasse aqui ou então me enviasse por e-mail para podermos divulgar.
A segunda parte sobre o aniversário de nossa cidade eu posto em breve.
Desde já, um abraço

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Um ano sem sessão


No mês de julho do ano passado, publiquei uma postagem sobre as variações em meu horário de trabalho todos os anos. Juntamente com tal postagem, aproveitei para falar sobre minhas constantes visitas à Sessão da Câmara Municipal de Ipuã.
Este ano, aconteceu mais uma vez essa variação inesperada em minha rotina e, consequentemente, a noite de segunda-feira se tornou mais uma vez um momento de trabalho.
Infelizmente, para o ano de 2013, minha presença não poderá mais ser possível nas sessões, logo, venho pedir à população que tente participar junto às mesmas, pois o número de pessoas presentes nessas reuniões de vereadores era um tanto quanto reduzido, acontecendo às vezes que participei, o fato de ter apenas uma cadeira no local, justamente à minha espera. Era até divertido quando uma das funcionárias da Câmara me dizia “João, sua cadeira já está lá”.
Agora, principalmente nesse momento, onde temos novos rostos ocupando as cadeiras de nossa Câmara, façam dessas sessões obrigações como cidadãos ipuanenses, participem, façam seu papel.
Quem sabe no próximo ano eu não consiga estar livre nas noites de segunda-feira, e volte ao meu afazer de espectador, pois esse ano, eu conto com vocês.

Obs. 1: Para aqueles que nunca foram, as sessões da Câmara Municipal são realizadas sempre na primeira segunda da primeira quinzena e na primeira segunda da segunda quinzena de cada mês. Resumindo, quase sempre a cada quinze dias, sempre nas noites de segunda das 20 horas às 21 horas aproximadamente.

Obs. 2: Para acessar a postagem do ano passado onde relato sobre a sessão, clique aqui: Exercendo meu dever de cidadão. 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Agora sim, 2013.


Aproveitei a famosa frase “o ano do brasileiro só começa após o carnaval” e resolvi escrever esse texto. Embora apenas algumas escolas só voltem ao seu funcionamento normal após tal data, nós brasileiros, levamos a fama de que nosso ano se inicia apenas após a passagem dessa tradição tão brasileira, as festividades carnavalescas.
Embora essa postagem nada tenha a ver com carnaval, o momento foi propício para tal publicação. Como já mencionado tantas e tantas vezes nesse blog, sabemos que em janeiro deste ano, Ipuã entrou em uma nova fase de sua existência ao receber em sua prefeitura um novo representante da população, tendo o mesmo, nunca atuado em nenhum cargo ou setor político.
Passados os primeiros dias de sua atuação como prefeito, é óbvio que é cedo para se cobrar atitudes e resultados, pois os primeiros momentos de um prefeito em sua função é analisar a atual situação e claro, nomear aqueles que ele julga capaz de ajudarem em sua missão.
Tal realização já foi executada, pois já notamos algumas caras novas e outras nem tanto em cargos de escolha do partido, sendo que, muitos elogios e muitas críticas surgiram à algumas escolhas de nosso novo prefeito. Críticas essas mais que naturais, pois a quantidade de cargos com responsabilidades é enorme, logo, a quantidade de pessoas indesejadas por um ou por outro em alguns cargos específicos é observada todo momento, basta observar as conversas em rodas de amigos, trabalho ou até aquele barzinho da noite de sábado, onde entre um assunto e outro, rola aquele “você viu quem assumiu tal diretoria ou tal departamento?”
Mas o que devemos iniciar agora, com o fim do carnaval, é a cobrança dessas pessoas que a cidade elegeu para representá-la, aquelas promessas citadas em pleno palanque, nas propostas impressas ou até mesmo aquelas promessas feitas em plena luz do dia ao receber o candidato em sua casa. Chegou a hora de mostrar o peso de um voto, o motivo pelo qual tal pessoa foi escolhida para representá-lo. Se aquele seu vereador foi eleito com trezentos, quatrocentos ou quinhentos votos significa que existe, no mínimo, tal quantidade de pessoas que esperam por ele, que acreditam nele, e mais que isso, depositaram sua confiança em naquele representante.
Por isso, cobre, pesquise, discuta, visite as sessões da Câmara Municipal, mostre que você estará de olho em tudo aquilo que fizerem, pois não é só direito como também dever cobrar aqueles que escolheram para governar.
No dia 08 de outubro de 2012, após o término das eleições eu escrevi uma postagem denominada “Balanço eleitoral” onde abordei o fato da população demonstrar um poder político enorme durante as eleições e mostrar-se não tão empenhada assim durante os 4 anos de mandato, onde também, uma das últimas frases utilizadas em tal postagem foi exatamente essa:

“Se a população usasse metade da energia usada na campanha nos anos de mandato, expondo suas ideias, críticas, participando da administração pública, podem ter certeza de que teríamos uma cidade melhor. Mas, se isso é apenas um sonho, continuemos a sonhar.”

Espero que essa minha frase não se realize, espero que a população cobre e seja ativa, para podermos ter orgulho daqueles que foram escolhidos para tornar Ipuã uma referência regional, estadual, e porquê não, nacional.

sábado, 26 de janeiro de 2013

E o Carnaval?


Existem épocas que a administração ipuanense é colocada em evidência pela população. É nesses dias que as pessoas julgam, analisam, fazem críticas, elogiam, e exercem realmente o seu dever de cidadão. O único problema é que essas épocas se tratam apenas dos dias de Carnaval, do Aniversário de Ipuã e dos dias em que ocorre a Expuã.
Nessa época, o senso crítico de todos se torna algo invejável, crítica pra lá e sugestão pra cá são absolutamente normais de se observar em todos, e claro, com o monstruoso crescimento das redes sociais, tal senso crítico é mais facilmente observado.
Estamos chegando em uma dessas épocas, os dias de Carnaval.
Algumas conversas começam a surgir e mais do que nada, críticas e elogios começam a ser disparados. De acordo com o que dizem, o prefeito possuía duas opções, a organização de uma festa mais simples ou simplesmente a não organização de tal comemoração.
Não há escapatória, qualquer uma das opções com certeza estará sujeita à uma tempestade de críticas. A organização de uma festa “menos requintada” é algo que gera críticas que estamos mais que acostumados a ver quando o assunto é festa em Ipuã, e a não organização é também sujeita aos comentários sobre a “falta de consideração” com a população que espera o ano todo por essas festas.
Esperamos a melhor decisão por parte da administração, que possua em seus projetos e objetivos o que for realmente bom para Ipuã.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A nossa TV


Para os professores, janeiro é sinônimo de descanso. Todo o cansaço e desgaste acumulados durante o ano são corrigidos nesse mês que é sempre muito bem vindo por todos, que aproveitam suas férias de maneiras diferentes, optando por viagens, passeios mais curtos, ou então, ficar em casa e curtir a ociosidade de maneira extrema.
Na última quarta-feira, eu estava nesses momentos de ócio, quando recebi a mensagem dizendo que no canal 32 da TV aberta, na Band para ser mais exato, havia estreado uma série que acompanho há mais de um ano, The Walking Dead, para ser mais exato novamente. Mesmo sendo um episódio no qual eu já havia assistido, corri para a televisão para assisti-lo mais uma vez, já que janeiro é também o mês que não há futebol nas noites de quarta, porém minha frustração foi enorme ao ver que a Band estava fora do ar. Logo, vendo que não havia possibilidade de assistir, mudei de canal mais uma vez, e aí outra frustração, mais um canal fora do ar, dessa vez a Globo. Pensando ser a minha televisão com problema, verifiquei todos os canais e percebi que havia dois canais que estavam sendo sintonizados normalmente.
O que vejo em Ipuã, já há um bom tempo, é a retransmissão de canais de baixa qualidade. Desde que me entendo por telespectador, temos direito em nossa cidade à apenas quatro canais diferentes, e mesmo assim, há muito não conseguimos sequer os quatro. Para as pessoas, assim como em minha casa, que não possuem uma antena parabólica ou então uma TV por assinatura, é frustrante você não ter tantas opções de entretenimento, pois apesar de apenas quatro canais, a recepção de alguns não é de tão boa qualidade, e além do mais, um dos canais que eu acredito ser um dos mais vistos, a Rede Globo, muitas vezes é visualizada através de outra frequência (ou seja, quando não conseguimos acessá-la através do canal 22, optamos pelo canal 28) porém esta não se pode contar, por sua péssima imagem e recepção. Além do mais, muitas vezes a mesma é retransmitida pela origem do Rio de Janeiro, não possibilitando também assistirmos os telejornais regionais.
Antes de escrever tal postagem, verifiquei com um amigo que me relatou que a transmissão é feita pela Prefeitura Municipal e ela tem a responsabilidade de distribuir um bom sinal, então as reclamações que tanto vemos, principalmente nas redes sociais, tem um fundamento, pois essa baixa qualidade de TV já ocorre há muito tempo.
Deixo aqui então a sugestão para nossa administração, pois a melhoria de tal situação beneficiaria a muitos, que já estão insatisfeitos há um bom tempo, e a consideração para com essas pessoas que possuem a televisão como seu principal lazer, seria vista com bons olhos.
E exatamente agora, antes de publicar esse texto, dei uma corrida até a TV e verifiquei, a Band continua fora do ar, então é melhor mudar de canal.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O que esperamos


         Há alguns meses atrás, ainda antes das eleições, durante a conversa com um candidato à vereador de nossa cidade, tomei a liberdade de fazer algumas críticas a um determinado partido.  Ao ouvir que eu tinha um certo receio com tal partido, o candidato me pediu para que relatasse quais eram minhas críticas. Após a conversa, ele admitiu que eu tinha razão em boa parte de minha argumentação, e respondeu de uma maneira que me fez refletir, ao me dizer que o excesso de tempo no poder faz com que qualquer pessoa, partido ou equipe passe a ser criticada de uma maneira mais intensa, pois o desgaste dos anos no poder aumenta a cobrança e a exigência em termos de melhorias e renovações, causando obviamente uma maior rejeição por parte daqueles que estão sujeitos a tal administração. Obviamente que o excesso de tempo no poder, desgasta, e a mudança passa a ser quase que obrigatória.
                Tal introdução vem para mostrar meu objetivo com tal postagem, que é a esperança que a população tem com a escolha de nosso novo representante, a mudança na liderança de Ipuã.
                O ano de 2013 se iniciou com a mudança de uma era, se assim posso chamar, pois há 8 anos vivemos sob a mesma administração. Após a vitória do nosso novo prefeito, percebi que o que a população buscava era a mudança, a renovação, a nova era comandada por um prefeito de primeira viagem, mas que representa um grupo forte dentro de todas as eleições já ocorridas aqui.
                Deixando claro que não venho por meio desta criticar os dois mandatos do nosso agora ex-prefeito, muito pelo contrário, vendo que sua administração foi elogiada por muitos (inclusive por mim) em muitos aspectos, Itamar Romualdo conseguiu durante anos colocar Ipuã em destaque em vários setores, mas como disse acima, o excesso de tempo no comando trouxe um desgaste inevitável, e a busca por mudança é algo absolutamente normal por parte da população.
                Para essa nova etapa que acabamos de entrar, Ipuã espera com toda certeza:
- Mais empregos para todos, pois acredito que seja essa uma das prioridades de nossa cidade, o incentivo industrial, a busca de novas empresas, desenvolvimento empresarial,  e tudo que possa aumentar as possibilidades para nossos jovens e trabalhadores.
- A saúde, outra prioridade para mim, merece um cuidado todo especial. Ipuã merece uma saúde de qualidade.
- Escolas de qualidade para todos. Nossa educação veio sendo destaque na região por algumas conquistas nos últimos anos, e tenho orgulho de dizer e divulgar isso, mas claro, há sempre o que melhorar, e como professor, não só espero como torço por isso. Há muito o que se explorar, escolas mais exigentes e resultados mais constantes. Destaco também um grande tesouro que temos em mãos, que é a Escola Marli Mandrá Lima, que deve ser bem aproveitada.
- Investimento cultural. Esta é com certeza uma das áreas mais escassas de Ipuã. Pouco se vê quanto à cultura, eventos, apresentações, incentivos. Talentos são muitos e vontade não falta à nossa população.
- Incentivo também ao esporte. Muito conseguimos, porém falta opções de esportes. Conseguimos bons resultados em regionais e competições do tipo, porém, acredito que há muito no que investir e lutar para se melhorar. Lembrando que Ipuã já se mostrou uma grande reveladora de talentos, e nada melhor do que aproveitar o momento para se concentrar na evolução de esportes como judô, futsal, atletismo, basquete, futebol-americano, dentre tantos outros.
                Eu poderia passar o resto do dia dando exemplos e sugestões, pois isso é fácil, mas apenas demonstrei aqui, minha esperança de melhorias, assim como espera o resto de nossa população. Torcemos para que nosso novo prefeito seja aquilo que esperamos, que faça jus à sua vitória e que represente bem todos aqueles que confiaram nele o tão importante voto. Esperamos também que nossos vereadores sejam atuantes, que façam bem seu trabalho, que fiscalizem e que façam desses quatro próximos anos, os melhores dessa cidade.
                Estamos na espera, estamos atentos e estamos prontos para ter um feliz ano novo, ou melhor, felizes quatro anos novos.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Quermesse de São Sebastião


As festividades de final de ano nem bem acabaram, e já vem festa por aí.
O mês de janeiro é presenteado pela mais que tradicional Quermesse de São Sebastião no bairro da Capelinha. Como frequentador assíduo deste bairro há mais de quatro anos, posso afirmar com toda convicção que é uma festa invejável.
Atravessando praticamente todos os finais de semana do mês de janeiro, a quermesse vem para comemorar o dia do pradoeiro do bairro da Capelinha, São Sebastião, no dia 20 do mês.
Como já é de tradição das quermesses, a festança conta com batata frita, cuscuz, frango assado, e as barraquinhas ambulantes que frequentam a praça da igreja todos os anos. Com shows ao vivo, o que muito me chama a atenção, é a animação da quermesse. Para cada música nova, o pessoal não consegue ficar sentado, e dificilmente não se vêem pessoas dançando ao som das duplas e cantores locais.
Vista como uma das festas mais tradicionais de nossa cidade, a Quermesse de São Sebastião tem início hoje, dia 04 e se estende até o dia do padroeiro, 20, contando também, com o leilão no dia 27.
Então, para começarmos o ano de 2013 com o pé direito e muita animação, nada melhor que uma boa festa. Logo, “bora pra Capelinha”.