Todas as
cidades possuem seus “cartões postais”. Uma praça, um monumento, um campo, um
jardim, uma avenida, uma construção antiga, dentre tantas outras inúmeras
opções famosas que tanto vemos ou ouvimos falar.
Não ficamos
fora dessa. Apesar de simples e recatada, temos orgulho de mostrar o nosso
cartão postal. Nas fotografias postadas nas redes sociais, quando as mesmas se tratam de
Ipuã, a nossa lagoa é sempre mostrada com orgulho. Porém, basta chegar nessa
época de estiagem para começar a temer a possibilidade de secar esse ponto
turístico ipuanense.
E dessa vez,
ela não escapou. A lagoa momentaneamente (assim esperamos) acaba de secar.
O cenário,
antes tomado pelas águas calmas de nosso lago, pássaros sobrevoando em busca de
peixes e pescadores também na luta pelos mesmos, foi agora tomado por uma
cratera enorme, e diversas máquinas e caminhões tentando limpar aquilo que ainda dá para ser limpo.
Difícil dizer
se algo poderia ter sido feito para evitar isso, estamos em uma época tomada pela seca.
Queimadas são constantes e as chuvas inexistentes fizeram com quem tudo isso
fosse possível, nos deixando órfãos de nossa própria paisagem.
Hoje pela
manhã, ao comentar sobre tal fato em uma sala de aula em outra cidade, ouvi o
comentário: “Nossa professor, como que
foi possível secar? Me lembro bem que quando eu ia para Ipuã com meus pais,
andávamos de pedalinho nessa lagoa! Ela era enorme!”
Ou seja, em
épocas como essa vemos que nada é impossível de acontecer quando se diz
respeito à falta d’água.
Conscientização?
Prevenção? Racionamento? São atitudes que podem ajudar, ou até talvez evitar
situações ruins como essa. Só depende de nós.
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