Eu já fui funcionário do comércio
ipuanense, para ser mais exato, entre os anos de 2001 e 2004. Na época,
enquanto esbanjava energia com meus 15 anos de idade, atravessava Ipuã de ponta
a ponta fazendo entrega de despesas em minha bicicleta azul. Caixas e mais
caixas balançando sobre o cargueiro da bicicleta eram minha rotina, conhecia o
nome de todas as ruas ipuanenses, assim como a numeração das casas. Foi uma
época agitada, pois, a vida de quem trabalha em supermercado não é fácil. Não
há finais de semana, domingos ou feriados, e o trabalho não falta de segunda à
segunda. O movimento é intenso o dia
todo.
Hoje,
praticamente 10 anos depois, um fato me chama a atenção: o quanto Ipuã cresceu
de lá para cá. Me lembro que alguns endereços me desanimavam por suas
distâncias, como por exemplo, a Rua Bráz Ferrari, na época, a última rua do
conjunto habitacional (hoje, não mais); lembro-me também, que a Av. Alberto
Conrado, terminava em frente à antiga "Escola Profissionalizante", já
hoje, o Jardim Helena tomou conta daquela região; o Jardim Paraíso (atrás da
lagoa) nem existia, havendo ali pouquíssimas casas e algumas chácaras (como eu
atolei naquele barro), e hoje, trata-se de um bairro nobre de nossa cidade,
isso claro, sem contar com os loteamentos que estão vindo por aí.
O
crescimento de Ipuã foi algo espantoso, tenho certeza que nem os mais otimistas
poderiam imaginar tamanho crescimento em tão pouco tempo. Algo que nos orgulha,
e que merece congratulação de todos.
Porém,
algo vem deixando a desejar.
Se
compararmos hoje com aquela minha época de entregador, veremos que nem tudo mudou
tanto assim. Tínhamos praticamente três empresas de grande porte em nossa
cidade, os dois frigoríficos e a multinacional. Hoje, adivinhem o que temos?
Praticamente a mesma coisa. E o que é pior, recentemente, um dos frigoríficos
fechou as portas, abrindo um grande quadro de desemprego.
Apesar
de todo crescimento de nossa querida cidade, continuamos com as mesmas fontes
de renda, pois, além dessas empresas
citadas, temos as usinas que cercam Ipuã, o comércio local e a Prefeitura
Municipal como maiores empregadores. Esta última por exemplo, com um quadro de
funcionários invejável, (concordo que isso é bom, pois gera uma quantidade
enorme de empregos), porém, acho que a folha de pagamentos deve ser algo
assustador. Imagino o quão poderia utilizar esse dinheiro em investimentos,
caso diminuíssemos o sobrecarregamento de funcionários na prefeitura através de
outras fontes de emprego. Não apareceram, desde aquela época, novos
empregadores e investimentos. Estou ciente das novas lojas que vieram pra cá,
assim como desenvolvimento de alguns pontos comerciais, mas sabemos que
precisamos de mais. Como estou ligado diretamente aos adolescentes, quando sou
questionado sobre cursos que eles estão buscando, muitas vezes sou obrigado a
aconselhá-los a buscar novos horizontes, pois em Ipuã, alguns trabalhos são
praticamente inviáveis.
Em
mais uma de minhas visitas à Sessão da Câmara Municipal, presenciei o assunto
sobre expandir o distrito industrial de Ipuã, o que consequentemente traria
mais pequenas empresas, aumentando o número de empregos por aqui, o que já é um
ótimo negócio, mas claro, não a solução de todos nossos problemas.
Sou
filho dessa terra e acredito na sua capacidade de crescer ainda mais e se
desenvolver. Aguardo ansiosamente o dia em que verei o nome de Ipuã sendo
destaque pela iniciativa de seus administradores em tornar nossa cidade um
ótimo lugar para se viver, muito mais do que ela já é.
Amei,,,,,,,,,, tanto a descriçao de Ipua, quanto seus comentarios sobre os desemprego e a vinda de novas empresas por aqui,,,bjoa professor
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