segunda-feira, 16 de julho de 2012

Nosso ensino médio - Parte II


Continuação da postagem sobre educação.

Exerço minha função de professor desde 2008, passando desde lá, por várias escolas.
Na região, além de Ipuã, trabalho atualmente em São Joaquim da Barra e Orlândia, passando boa parte do meu tempo na estrada. Hoje, o trajeto é feito em meu carro, porém, precisei muitas vezes utilizar do transporte público para me deslocar até as escolas da cidade vizinha.
Ano passado, durante muitos meses, viajei no ônibus utilizado pelos alunos que cursam o ensino médio na ETEC Pedro Badran, em São Joaquim da Barra, e vi quantos alunos estão buscando essa escola. Conforme escrevi na minha última postagem aqui no blog, essa busca pela ETEC vem se tornando uma tradição, o que me preocupou quando me dei conta da quantidade de alunos nossos que viajam todos os dias para tal.
Pensando na situação atual, me veio em mente algo que poderia talvez resolver a situação. Gostaria de deixar bem claro aos meus queridos amigos leitores, que isso se trata apenas de uma sugestão, vinda de um professor que espera ver a sua querida cidade se desenvolvendo.
Acredito que nossos administradores públicos poderiam pensar na hipótese de ser criado um ensino médio municipal. Baseando-se nos padrões da ETEC, tomei a liberdade de sugerir algumas idéias para tal projeto:

Ensino Médio Municipal

- Criar-se-ia um ensino médio municipal totalmente gratuito;
A idéia é acabar com a procura de nossos alunos por um ensino médio gratuito em outra cidade.

- Para a ingressão, seria necessário a realização de uma prova, concorrendo à 40 vagas disponíveis;
A utilização dessa prova pela ETEC resulta em uma grade de alunos selecionados, garantindo teoricamente  um ensino de qualidade.

- Realização de concurso público para seleção de professores de cada disciplina;
Embora que o município já possui sua grade de professores (e de muita qualidade, diga-se de passagem), para a seleção dos professores dessa etapa seria viável a criação de um novo concurso.

- Após divulgação do resultado, realização de entrevista e análise sócio-econômica ou então, exigência de estudo do ensino fundamental II (sexto ao nono ano) na escola pública;
O intuito desse projeto seria privilegiar aqueles que não possuem condições de bancar um ensino médio na rede particular, logo seriam beneficiados aqueles com renda média financeira pré-determinada (eu sei a polêmica que iria dar essa entrevista), ou então, exigir que, para a ingressão, seria necessário que o aluno estivesse estudado desde o 6º ano na escola pública.

- Exclusividade de ingressão para ipuanenses.
Para a ingressão, seria necessário residir em Ipuã. Seria um projeto inteiramente dedicado à nossa terra.

Assim como eu disse anteriormente, isso é apenas uma sugestão minha, que resolvi compartilhar com vocês. Acredito que a educação é a chave para o desenvolvimento.
Estou ciente também que isso não resolveria totalmente o problema, mas sei que é um bom começo, e sinceramente, estamos bem no começo.

Um comentário:

  1. João Paulo, ótima sugestão conversei sobre isso um dia desses com o professor Rodrigo lá na capela e "viajamos" sobre o nosso curso técnico municipal tenho medo é da tal política na seleção de professores e alunos, mas a ideia em si acho excelente.

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